Em O que é arte? (1898) condena quase todas as formas de arte, tanto as clássicas como as modernas, não excetuando nem as suas próprias obras, alegando que todas essas formas artísticas são dirigidas exclusivamente a uma elite cultural, e defendendo uma arte inspirada na moral, na qual o artista transmitiria os sentimentos e a consciência religiosa do povo.

No entanto, apesar da condenação das manifestações artísticas correntes, continua escrevendo obras destinadas a leitores cultos, impregnadas de conteúdo moralizante.

Cada vez mais atormentado pelas contradições provocadas pelo desenvolvimento de seus critérios morais e pelo conflito com sua mulher, que não admitia de desfazer de suas posses, Tolstói decide, aos 82 anos, fugir de sua casa durante a noite, acompanhado de seu médico e sua filha mais nova.

Contudo, morre vítima de uma pneumonia dois dias depois, em 20 de novembro de 1910, na estação ferroviária de Astapovo.

É considerado um dos grandes escritores da literatura russa do século XIX, com uma grande influência política, principalmente no desenvolvimento do pensamento anarquista, sendo considerado pelos próprios anarquistas, um cristão libertário.