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Coordenou, compôs, criou, orientou jovens e crianças em
desfiles de modas
(hoje seriam verdadeiros manequins profissionais) ensinando como andar, sentar,
colocação de mãos e pés, comportamento e postura de corpo e porte em passarela,
um trabalho de alta qualificação, ensinamento europeu, transmissão de
conhecimento de nobres como só ele, Wallace, sabia fazer.
Veio para Araraquara moço ainda, aqui cursando o Ginásio do Estado e Curso
Colegial no EEBA, atualmente tem livros publicados no Brasil e no exterior. Recebeu diversos prêmios, entre os quais mencionamos:
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1948, Prêmio Cija, com o conto "Porta Aberta Para Fora da Vida";
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1957, Prêmio "Apolo", da Crítica Teatral do Rio de Janeiro, "Revelação de
Direção";
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1958, Prêmio "Paschoal" – 1º Festival de Teatro Universitário de Santos, entre
outros.
Com a peça "Ratos e Homens", em 1961, Wallace renovou o elenco e abandonou o
teatro de arena. Mesmo assim conseguiu levar quatro mil pessoas ao nosso
decadente Municipal. Nesta segunda fase, o TECA teve apoio da Faculdade de
Ciências e Letras de Araraquara. Mas, se Wallace
engrandecia o nome da cidade com seu teatro de qualidade, as
autoridades locais ensaiavam um outro tipo de espetáculo: a demolição física do
velho Teatro Municipal da cidade, construído na década de dez.
Na primeira gestão de Rômulo Lupo (1956 a 1959), houve até uma tentativa de
salvar o velho casarão, mas nada foi deito de concreto. Apenas foi dado uma
guaribada que possibilitou a continuidade do uso do local. As históricas
temporadas do TECA comprovam as boas relações entre Rômulo e Wallace, que
inclusive fcava com as chaves do casarão.
Em seguida assumiu Benedito de Oliveira e promoveu um ataque ao teatro,
danificando o suficiente para poder interditar o local. Wallace, como
represália, dissolveu o TECA, que acabara de encenar "The Glass Menagerie" de
Tennesse Willians, "Of Mice and Man" de John Steinbeck, e "Pluft, O Fantasminha"
, de Maria Clara Machado, e encerrou suas atividades em prol da cidade. Não
achava justo levar tão alto o nome de uma cidade que deixava a sua casa de
espetáculos ser tão agredida e não reagir.
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