Yvonne do Amaral Pereira

 
   
 

Aquele dia se fizera triste na residência dos Pereira. Tendo nascido a 24 de dezembro de 1900, com 29 dias de vida a pequenina “Yphone”, como fora inicialmente registrada, sofrera um súbito acesso de tosse, seguido de sufocação, ficando como morta.

Chamado o médico da pequena Villa de Santa Thereza de Valença, onde nascera, hoje cidade de Rio das Flores, sul do Estado do Rio de Janeiro, a morte por súbita sufocação foi constatada, e a certidão de óbito lavrada. Afinal, já se contavam seis horas consecutivas de rigidez cadavérica, corpo arroxeado e demais características próprias a um defunto.

Nem um choro era ouvido, nem um gemido. Sua mãe, com o amor que abundam dos corações maternos, não acreditava na morte da pequenina, e como sua fé fosse maior do que um grão de mostarda, orou a Maria Santíssima, Mãe de Jesus, rogando-lhe a intervenção sublime, para que a filhinha fosse trazida à vida.

Certa de ser atendida, encerra seu apelo, dizendo:

 - E como prova do meu reconhecimento por essa caridade que me fareis eu vo-la entregarei para sempre. Renunciarei aos meus direitos sobre ela a partir deste momento! Ela é vossa! Eu vo-la entrego! E seja qual for o destino que a esperar, uma vez retorne à vida, estarei serena e confiante, porque será previsto pela vossa proteção.