Dedicou-se com afinco ao trabalho com suicidas, através da psicofonia e do desdobramento, posto ter cometido, algumas vezes, esse ato insano em outras existências. Mas foi com Memórias de um Suicida, psicografia de Camilo Castelo Branco, que Yvonne celebrizou-se no meio Espírita.

Seu exemplo de prudência e bom senso, guardando a obra por quase trinta anos para certificar-se de quanto ali foi escrito, mereceu gratas considerações de Chico Xavier, que mui sabiamente a designou “Uma Heroína Silenciosa”.

Além das obras citadas, a abençoada faculdade de Yvonne do Amaral Pereira brindou a literatura espírita com as seguintes pérolas:

Dramas da Obsessão e A Tragédia de Santa Maria (ditadas por Bezerra de Menezes), Nas Telas do Infinito (de Dr. Bezerra e Camilo Castelo Branco), Amor e Ódio (de Charles), Devassando o Invisível e Cânticos do Coração vols. I e II, sob assistência espiritual.

Notabilizou-se também pelas belíssimas crônicas escritas do próprio punho, sob o pseudônimo de Frederico Francisco (singela homenagem a Fréderic-François Chopin), algumas das quais encontram-se reunidas no livro À Luz do Consolador, compilado e editado pela Federação Espírita Brasileira em 1997.

Por tudo que significa, o nome de Yvonne do Amaral Pereira para sempre ficará registrado na história do Espiritismo no Brasil, e quiçá no Mundo.

Afinal, foram quase 84 anos (seu desenlace se deu a 09 de Março de 1984, no Rio) de apostolado mediúnico, de fidelidade a Jesus e a Maria Santíssima, tutora e guardiã, sendo sua vida verdadeira ode ao amor, demonstrando a excelência da Doutrina Espírita na tarefa de redenção das almas arrependidas e decididas à edificação do Reino dos Céus em si mesmas!

Pedro Camilo

pedcamilo@yahoo.com.br

 

Fonte: Portal do Espírito