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Fazer isso,
depois que a pessoa já está localizada no grupo definitivo, é muito difícil.
Todo o dirigente sabe disso.
A saída é
melhorar o treinamento dos futuros candidatos e reciclar nos estudos os grupos
já formados. Mas fazer isso citando o que as pessoas fazem é complicado.
Nasceram então personagens fictícios em que o nome e o sobrenome combinados
revelam o que as pessoas fazem em serviço, e que são adequadas ou inadequadas.
Os
primeiros personagens nasceram de coisas inadequadas que eu mesmo fazia. Para
citar duas delas, temos a Dona Carlota Garela e o Sr. Hermeto Amano. Durante
muitos anos eu falava mais que o Espírito (pouco me interessava saber qual era a
sua necessidade, eu tinha que doutriná-lo) e também tinha uma facilidade muito
grande em me irritar com Espíritos perseguidores, a ponto de querer “meter a mão
na orelha” do comunicante. Como isso não era possível, nunca cheguei às vias de
fato.
Muitos
personagens nasceram da observação do inconveniente que esclarecedores, médiuns
falantes e doadores de fluido provocavam, enquanto outros personagens foram
sugeridos nos seminários que realizamos.
Os outros
73 personagens? Só fazendo o Seminário Falando com os Espíritos. E podem surgir
mais personagens...
A
experiência, através dos anos, como esclarecedor, traz-lhe que conclusão nos
dias atuais?
Concluí que
os mentores espirituais podem muito bem fazer esse serviço sem depender dos
encarnados, como o fizeram ao longo dos tempos que antecederam a Doutrina dos
Espíritos. Mas... resolveram abrir a possibilidade de conhecermos melhor as
necessidades do outro lado da vida, mostrando-nos realidades das quais não
tínhamos conhecimento. E conhecer essas realidades mudou muito minha forma de
viver... acredito que para melhor.
Fonte:
O Consolador - Revista
Semanal de Divulgação Espírita
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