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Como e
quando você se tornou espírita?
Meu pai era
católico, quase foi padre, e minha mãe espírita. Tivemos uma formação cristã.
Meu ano de fome de conhecimento espírita foi 1987. Fui buscar na Doutrina as
respostas que não encontrava no Catolicismo. Estava naquele momento da juventude
de indagar o que seria a realidade espiritual, sentido da dor e sofrimento, em
que medida interagimos com o plano espiritual e aquele contentamento que se tem
quando nos deparamos com as respostas da espiritualidade maior. Comecei a
devorar livros, a freqüentar o centro Joanna de Angelis, em Copacabana, a
participar das atividades da Mocidade Espírita, a me engajar nos trabalhos da
casa, na Baixada Fluminense etc.
Como
surgiu seu interesse pela Ecologia?
A cobertura
da Eco 92 mexeu comigo. Trabalhava na Rádio Jornal do Brasil e nas horas vagas
permanecia no local, acompanhando os debates. Na ocasião, a questão ambiental
era para mim algo da moda, mas desde então tive a certeza de que isso não era
verdade e que ela está cada vez mais fincada na nossa cultura. Ela determina
comportamentos, é um novo paradigma.
Você
costuma dar palestras em centros espíritas? Quais temas costuma abordar?
Além da
Ecologia, tenho um comprometimento com a questão do suicídio. Em 1999 tive um
encontro muito bonito, nos trabalhos do centro, com um espírito que, na
espiritualidade, havia se envolvido com grupos assistencialistas a suicidas. E
eu passei a me interessar e me envolver com o assunto. O suicídio no Brasil é um
caso de saúde pública. Sua incidência vem aumentando.
Os
espíritos dizem que precisamos destruir o materialismo e que ele é uma chaga na
sociedade. Como você vê essa afirmação?
Precisamos
refletir sobre o que é necessário e supérfluo em nossas vidas, reduzir a nossa
atração pelo que é apenas matéria e, portanto, descartável e perecível. Ser
consumista significa não ter educação ambiental adequada. |