É um problema moral e, por isso, tem a ver com o Espiritismo. Consumismo não é ecológico, ele acelera a degradação, a exaustão dos recursos naturais. Quando atacamos a biodiversidade como estamos fazendo, estamos subtraindo a vida de espécies importantes para esse enorme equilíbrio do planeta. Existe uma função para cada uma delas. Devemos nos lembrar que quanto mais atrasado o espírito, maior sua atração pela matéria.

 

Qual a responsabilidade do espírita para com o planeta?

O espírita precisa se dar conta de que quando o planeta adoece, nosso projeto evolutivo fica comprometido. Emmanuel, em O Consolador, diz que o meio ambiente influi no espírito. Aos espíritas que mantém uma atitude comodista diante desse cenário, escorados talvez na premissa determinista de que tudo se resolverá quando se completar a transição da Terra (de mundo de expiações e de provas para mundo de regeneração), é bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Ao descrever o mundo de regeneração, Santo Agostinho diz que, mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará sujeita às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar (...) e que ‘nesses mundos, o homem ainda é falível, e o espírito do mal não perdeu, ali, completamente o seu império.

Não avançar é recuar e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e terríveis provas’. Ou seja, não há mágica no processo evolutivo: nós já somos os construtores do mundo de regeneração.

 

O que deve ser corrigido?

Se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de desconforto já amplamente diagnosticadas. Não é possível esperar a chegada do mundo de regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar a esse mundo pelas portas da reencarnação.