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Espíritas e
ecologistas também reconhecem a existência de mecanismos de autoproteção da
Terra, embora expliquem isso de formas distintas. E estudam os efeitos
colaterais da poluição nos dois planos da vida: enquanto a ecologia investiga o
impacto dos poluentes na matéria (ar, água, solo), o espiritismo desdobra-se na
investigação dos impactos de outros gêneros de poluentes (formas-pensamento,
miasmas, etc) no campo sutil, no plano atral, também chamado de psicosfera.
Como a
ética religiosa pode ajudar a preservar a natureza?
Onde se
aceita a idéia de Deus, a natureza é entendida como obra divina, onde o sagrado
se manifesta de forma rica e exuberante. Depredar a natureza significa macular
um sistema em equilíbrio que dispõe de tudo o que nos é necessário para que
possamos viver bem.
De uns
tempos para cá, diversas tradições vem descobrindo a riqueza da teologia
ambiental para explicar, cada qual a seu modo, como as leis que regem a vida e o
universo precisam ser respeitadas em favor de nós mesmos.
Não estamos
desconectados do meio que nos cerca. Na verdade, essa ligação é intrínseca e
visceral. Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio
através da religião precisa ser sustentável.
Você
acha que se as pessoas tivessem mais espiritualidade, cuidariam melhor do
ambiente?
Quem cuida
do lado espiritual - e realiza essa busca solitária e persistente de Deus em si
mesmo - tende a ser menos dependente dos bens materiais - portanto menos
consumista - e mais atento ao legado, aos impactos de ordem material e moral de
sua passagem por este planeta. Mas cada vivência espiritual é pessoal e
intransferível.
A
espiritualidade contém todas as religiões, mas uma única religião não contém
toda a espiritualidade. A religião também não salva ninguém, mas antes, a
disposição de cada um em ser alguém melhor, mais solidário e amoroso. |