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Também é
verdade que muita gente que não acredita em Deus - ou na vida após a morte -
realiza importantes trabalhos na área da sustentabilidade. Não importa em que se
crê, mas naquilo que se faz de verdade em prol dos outros e do planeta que nos
acolhe.
Como
você descobriu o espiritualismo?
Em 1987,
tive uma curiosidade irrefreável de investigar os livros de cabeceira de minha
mãe, onde estavam as obras básicas da Doutrina Espírita. Então iniciei uma
aproximação que não teve mais freios nem pudores. Já na juventude, fazendo
questionamentos enormes de ordem existencial e procurando respostas que não
encontrei em outras religiões, me senti muito bem amparado pelo Espiritismo. Foi
um processo natural.
Como
você começou a relacionar a espiritualidade com a preservação ambiental?
Há seis
anos, fui convidado para fazer uma palestra em um centro espírita do Rio de
Janeiro pelo saudoso escritor, musicoterapeuta e médium Luiz Antônio Millecco,
fundador da Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile (SPLEB). O tema era “Ecologia
e Paz”.
Creio que o
livro começou a nascer nesta palestra. De lá para cá, através de minhas
pesquisas, descobri que o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (que
usou o pseudônimo de Allan Kardec ao assinar as obras básicas do espiritismo) e
o naturalista alemão Ernst Haeckel, tido como o Pai da Ecologia, eram homens de
ciência que deixaram um legado importantíssimo para os dias de hoje, em que
tentamos entender melhor a origem de múltiplas crises (econômica, social, ética,
ambiental) e os caminhos para resolvê-las.
Fonte:
Revista Época
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