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Suely é uma
alma muito querida, uma verdadeira orientadora espiritual, por quem me afeiçoei
desde a juventude. Além dos livros já citados, que publicamos em parceria,
tivemos a possibilidade de fundar uma casa espírita juntos – Sociedade Espírita
Joanna de Ângelis, que acaba de completar 22 anos de existência. Mesmo com minha
mudança de cidade, em 1995, volta e meia nos encontramos em seminários e
congressos pelo país, quando dividimos os trabalhos a serem realizados.
E sobre
suas viagens para palestras, nas participações em congressos, que relatos você
nos traz dessas experiências?
Estão cada
vez mais intensos. É um momento de aprendizado sobretudo para mim, porque
conheço pessoas diferentes, culturas diferentes e realidades que não imaginava,
dentro da dinâmica do movimento espírita. Tem sido assim no nosso país e em
alguns outros onde pude estar.
A Argentina
está vivendo um momento de transição de lideranças, o que está deixando os
irmãos espíritas de lá cautelosos, em busca das melhores alternativas de fazer
um movimento fraterno e trabalhador.
O Chile
reúne espíritas profundamente amorosos, em quem encontrei afetos muito queridos
e terreno propício para levar a semente do ideal espírita. São os laços do bem,
irmanando os povos, em nome do "ide e pregai" do Cristo. No Paraguai, encontrei
um dos movimentos mais amorosos que pude conhecer. A experiência vivida junto
aos irmãos paraguaios foi uma lição de afeto superior, que eles me ensinaram com
elevado carinho.
Na
condução de eventos especificamente dirigidos a jovens, adolescentes e
pré-adolescentes, que critério e didática você utiliza para manter a atenção e
motivar os participantes?
Com o
jovem, é preciso inovar sempre e ser criterioso na criatividade. Ele é
bombardeado diariamente por TV, internet, outdoors, revistas e propagandas muito
bem elaboradas. Se a atividade espírita não usar dos mesmos recursos, corre o
risco de ficar enfadonha e desinteressante.
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