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É preciso
ser moderno na abordagem e preciso na fundamentação doutrinária, para que ele
perceba que é possível ser um homem integral, um espírita consciente e amoroso,
mesmo diante dos apelos nem sempre felizes do mundo.
E a
experiência profissional de jornalista na conhecida emissora em sua cidade, como
consegue conciliar sua permanente aparição no vídeo com a atividade espírita?
Quais os desdobramentos da vida pública como repórter e jornalista?
A relação é
intensa e não muito fácil. Depois de vários anos com a imagem pessoal exposta na
TV com maior audiência da região, a relação de acompanhamento da comunidade para
comigo é inevitável. Recebo muitas críticas e muitos elogios. Há quem observa
meus defeitos e os apontam sem piedade, mas há os que preferem destacar o que
aparece de meus esforços em me tornar uma pessoa melhor para mim e para a
comunidade. Assim espero ir até o fim deste ciclo de experiências.
Nos
contatos com o movimento espírita no país, que impressões você tem colhido das
iniciativas e ações dos espíritas e quais benefícios para a sociedade você tem
observado?
O movimento
espírita é um valioso instrumento de melhoria da sociedade. Noto que os eventos
servem não só para aprimorar a atuação do espírita diante de seu povo, mas
principalmente para arejar a psicosfera ambiente nos momentos de atividade.
Estamos colaborando intensamente para melhorar o mundo em que vivemos. Acredito
firmemente nisso.
O que
você acha que tem trazido mais prejuízos ao movimento espírita? Você tem uma
idéia a oferecer, fruto de sua experiência, para superação dessas dificuldades?
O prejuízo
vem quando os trabalhadores se julgam mais importantes do que a própria
doutrina. Aprendi que personalismo não combina com Espiritismo. Em nosso meio, a
vitória, quando acontece, é de todos – do grupo, da equipe bem liderada. E o
líder é o Cristo, que sempre espera contar com a ajuda de colaboradores
encarnados, que somos nós. |