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Nesse
momento conturbado de grande transição verificam-se diversos desvios das
práticas espíritas no nosso movimento espírita. Como devem agir os dirigentes
espíritas?
O fenômeno
que ocorreu com o Cristianismo nascente, depois com o luteranismo e outras
doutrinas, inclusive as filosóficas, vem sucedendo com o Espiritismo. Grande
número de pessoas, imaturas umas, presunçosas outras, prepotentes mais outras, e
de diversas condutas emocionais, aderem às idéias novas para servir-se e não
para as servir. Ao entusiasmo inicial sucedem-se a arrogância, o egoísmo
desmedido, e logo passam a modificá-las a seu bel-prazer.
Promovem as
lamentáveis alterações e divisionismo. Infelizmente, esse fenômeno é típico do
período de transição moral planetária que estamos vivendo. O Espiritismo, porém,
na sua magnífica estrutura monolítica, sobreviver-lhes-á, porque a desencarnação
os arrebatará e os seus seguidores logo se extraviarão, desnorteados.
Acredito
que os dirigentes espíritas devem permanecer fiéis à codificação, preservando os
valores doutrinários e vivenciando-os, porque os modismos passam, não atacando
essas vertentes filhas da vaidade e da prosápia dos seus líderes que, não tendo
quem os combata para assumir posição de vítimas, debilitam-se e desaparecem.
O silêncio,
nesses casos, acompanhado das ações dignas e coerentes com a Codificação
constitui o melhor contributo para a preservação do Espiritismo conforme o
recebemos de Allan Kardec e dos nobres missionários que vieram para dar-lhe
sustentação e mantê-lo digno para as gerações do futuro.
Como os
dirigentes devem se posicionar diante de uma avalanche de obras mediúnicas de
conteúdo duvidoso que estão prestando um desserviço à divulgação da Doutrina
Espírita?
O melhor
antídoto ao mal é sempre o bem, assim como a luz é a libertadora da sombra.
Penso que todos deveremos ter muito cuidado para não voltarmos à presunção e
intolerância medievais, elaborando um novo código de obras que devem ou não ser
publicadas, o que seria profundamente lamentável.
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