Houve épocas, principalmente ao longo do século XIX e primeira metade do século XX, que as polêmicas foram necessárias para a solidificação da Doutrina Espírita e porque a oposição, principalmente da Igreja Católica, era muito virulenta.

Hoje, com o acesso às informações que temos, internet, profusão de livros, TV, etc... creio que as antigas formas de debate perderam sua razão de ser. Quanto a participarmos (nós, os espíritas) desses debates, deveremos fazê-lo desde que chamados (ou provocados) a tal, para que o silêncio não se torne argumento para os opositores.

Não creio, no entanto, que o proselitismo diuturno, a pregação moralista e o ufanismo com que se declaram certos espíritas deva ser a forma de expressão dos candidatos a divulgadores da Doutrina. Confronto com a Bíblia? Na visão do Espiritismo, o Velho Testamento é um livro histórico e como tal deve ser lido e estudado, ao passo que o Novo Testamento tem a sua interpretação devida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.

 

O Brasil é um pais onde a grande maioria é Católica ou Evangélica, mas algumas pesquisas indicam que grande parte da população não Espírita acredita em reencarnação. Como podemos interpretar isto?

Esta é uma explicação extremamente simples: pertence à nossa memória atávica, ao inconsciente coletivo a que se refere Jung, porque as Leis de Deus estão insculpidas em nossa consciência e a reencarnação é uma Lei de Deus.

 

Segundo Emmanuel a maior caridade que podemos fazer para a Doutrina Espírita é a sua divulgação. O que podemos fazer para contribuir neste sentido? (Personalidades no meio espírita e pessoas comuns)

Creio que cada um tem seu caminho, cada qual suas habilidades e tendências. O Homem que mais divulga o Espiritismo não é necessariamente o catedrático das letras, o comunicador experiente, o acumulador de conhecimentos espirituais, o grande vendedor de obras espíritas, o pródigo editor ou o escritor prolífico.