Entrevista

Eduardo Carvalho Monteiro

Em: Julho de 2004

Para: Revista Reformador

 

As experiências e expectativas sobre a preservação da memória do Movimento Espírita são relatadas por Eduardo Carvalho Monteiro, pesquisador da história do Espiritismo, autor de vários livros, coordenador do Projeto Memória do Espiritismo e fundador da Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas.

 

O que o motivou aos estudos na área da história do Espiritismo?

Comecei minhas pesquisas na área da história do Espiritismo por volta de 1977 informalmente e sem grandes pretensões. Foram anotações de casos do hanseniano ateu Jésus Gonçalves, posteriormente convertido ao Espiritismo.

Eu as ouvia de pessoas idosas no Hospital de Pirapitingüi (SP), que abriga hansenianos e que freqüento até hoje. Imaginava que aqueles pacientes idosos desencarnariam logo e essas histórias se perderiam na esteira do tempo.

No princípio, não tinha intenção de que esses relatos orais se tornassem um livro, mas mostrando-os a amigos, fui incentivado a escrevê-lo e o fiz, tendo o livro sido muito bem aceito e hoje estar com sete ou oito edições. Isso me animou e aos poucos fui aumentando meu interesse pelas pesquisas históricas e me especializei, tendo hoje mais de trinta livros publicados.

 

Qual estudo biográfico de vulto nacional que mais o sensibilizou?

O que mais me emocionou foi o primeiro, o de Jésus Gonçalves, pelas minhas vivências passadas junto a esse Espírito, conforme me confidenciou Chico Xavier.