Este o Marechal que mostraremos na biografia. Ele e outras figuras da história da FEB e da introdução do Espiritismo no Brasil, como Casimir Lieutaud, merecem ser mais conhecidos e estudados pela geração atual.

 

Qual recomendação daria aos espíritas sobre a preservação da memória do Espiritismo?

Só podemos planejar nosso futuro com segurança aproveitando as experiências do passado. Preservar nossa memória é mais do que promover cultura. É ter o domínio da cultura que o próprio Movimento produz e produziu.

É preciso reconhecer essa importância e dar-lhe valor. E isso implica resgatar sua memória, identificar a origem de precursores, textos, tradições e hábitos que compõem nosso cotidiano. Deixar que a memória do Espiritismo seja apagada pelo tempo ou por nossa negligência é crime de lesa-humanidade.

Precisamos conhecer nossa memória para reconhecer como e por que determinadas tradições, crenças e valores têm-se mantido e legitimado ao longo do tempo, avaliando quais delas se quer e se deve manter.

A memória é o grande recurso da História para podermos dar elementos aos analistas do presente e do futuro, a fim de compreenderem nosso desenvolvimento: idéias, práticas, costumes, alianças, cisões, lideranças, expoentes, literatura, doutrina etc.

 

Fonte: Revista Reformador