Nesse livro procuro mostrar que qualquer pessoa que se dedique à verdadeira educação, desprovida de preconceitos e velhas tradições e com visão de um mundo em transformação, pode conseguir os mesmos resultados.

 

Nas palestras, quais as repercussões? Há depoimentos de outras mães?

Muitos. As repercussões podem ser medidas exatamente com essa procura de mães e professores, em todas as nossas palestras e cursos e nos e-mails que recebo diariamente do Brasil e do exterior de pessoas querendo informações sobre essas questões e sobre o nosso trabalho.

Sinto claramente e de forma cada vez mais intensa que na nossa mensagem há uma identificação muito grande com a ansiedade dessas mães, pais e avós que não sabem como lidar com essas crianças. O mais importante é que ao darem seus depoimentos essas pessoas se sentem confortadas em saber que existe uma solução diferente do comportamento tradicional.

Na verdade, acredito que a grande maioria já sabia disso antes de conversar comigo, mas não tinha conhecimento dos mecanismos que levam às soluções que estão acima das posturas ultrapassadas. Essas mães sabem que os velhos métodos não resolvem as situações que elas estão enfrentando, mas também não sabem o que fazer. As dificuldades aumentam pelo fato de não serem compreendidas nessa tarefa, justamente pela mesmice, pela uniformização imposta pela sociedade atual que resiste, mas que está sendo transformada pela nova geração, já citada exaustivamente na literatura espírita, inclusive pelo próprio Kardec.

 

Em sua visão, como a Doutrina Espírita orienta esse processo educativo?

Como já vinha dizendo, estamos vivendo num mundo em vertiginoso processo de transformação que tem uma ligação muito estreita com o que Kardec chamou de nova geração. Precisamos compreender essas crianças “diferentes” que não são outras senão aquelas que Kardec já anunciava, há mais de 150 anos e que viriam para consolidar essas mudanças para um novo mundo.