Doutrinariamente, o que mais lhe agrada no Espiritismo, especialmente considerando seu tríplice aspecto?

Como monitor há vários anos de cursos ministrados na Casa Espírita temos de estudar a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto, embora, na área científica, tenhamos limites por falta de formação acadêmica. Mesmo assim tentamos trabalhar os temas da filosofia espírita, especialmente aqueles que tratam dos fundamentos básicos do Espiritismo, nos arriscando a transitar pelas informações científicas que delas se ocupam. Gosto dos temas evangélicos que são tratados sistematicamente nas reuniões públicas da nossa casa espírita.

 

Quais são seus autores preferidos?

As Obras Básicas são os livros que estudo e consulto antes de qualquer outra. Das obras suplementares de autores desencarnados nos habituamos a estudar aquelas psicografadas por Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco. Além delas temos nos valido de autores encarnados que têm canalizado suas inteligências e esforços em nosso beneficio. Aliás os autores encarnados devem ser mais valorizados porque, mesmo sofrendo as injunções da matéria, superam-nas para nos dar seus testemunhos vivos nas áreas do conhecimento que dominam. E tudo à luz da nossa querida doutrina.

São profissionais das áreas da medicina, juristas, administradores, comunicadores, filósofos, educadores, dentre outros, que colocam seus conhecimentos e suas renúncias pessoais para ajudar o semelhante no imperioso processo de espiritualização. Não podemos preteri-los de forma alguma, aliás, na condição de encarnados como nós, devem ser nossas constantes inspirações. São tantos talentos que mesmo uma relação meramente ilustrativa se nos afiguraria injusta. Dos autores não-espíritas me marcou profundamente as obras de autoria da médica suíça Elisabeth Kubler-Ross.

 

E como você vê o atual movimento espírita?

O movimento espírita tem tido uma atuação muito vigorosa no sentido de promover o estudo, a divulgação e a prática dos postulados contidos na obra dos Espíritos superiores magistralmente codificada por Allan Kardec.