A eutanásia e a distanasia, ou distanásia, assuntos também em voga, igualmente não podem ter uma resposta simplista como comumente ouvimos. O respeito à vida deve ser encarado como um direito inalienável que está devidamente inscrito na Lei Natural. Quem o desrespeita comete ilícito que, se não punido pela lei humana, certamente o será pela Lei de Deus.

 

Sobre as dificuldades de união vividas pelo movimento espírita, que caminhos você indicaria?

Os problemas do exclusivismo ainda grassam no meio espírita, infelizmente. Mas não podemos desanimar. Quem enxerga o problema que procure pacientemente e sem ostensividade quebrar as amarras. Que os órgãos de unificação promovam meios de fazer a aproximação, organizando algumas atividades que ensejam esse mister.

Organizem escala de expositores com elementos de todas as casas promovendo rodízio entre elas; promovam seminários; palestras, teatro e se empenhem no sentido de que todas participem. Façam divulgação das atividades de todas, sem exclusão, ainda que de imediato os resultados não sejam o esperado.

Enfim, estamos bem longe do movimento cristão primitivo onde comunidades de países distantes estendiam suas mãos para as outras. Creio que é isso que Jesus espera de cada um de nós. Para Jesus, que vê uma universalidade, não deve ser nada animador ver a desunião vigendo entre aqueles que deveriam constituir uma grande e unida família.

Se numa cidade de dez casas espíritas uma delas não caminha bem, a preocupação por ajudá-la deve merecer atenção de todas as outras porque esta certamente está merecendo maiores cuidados por parte da espiritualidade. Infelizmente temos apego excessivo por aquilo que é nosso e muita facilidade em enxergar o próprio umbigo.