Melhorando o nível de conhecimento dos instrutores, dos pregadores, dos professores, daqueles que, enfim, se apresentam ou são convidados para o labor de ensinar.

Enquanto tivermos uma massa de companheiros pouco interessada nos fundamentos da Codificação Kardequiana, desconhecedora das reflexões dos livros clássicos do Espiritismo e com pouca disposição para os estudos, claro é que a qualidade do ensino espírita tenderá a decair sempre mais.

Ninguém poderá desejar viver uma proposta doutrinária que, por seu turno, ignora. Não se concebe alguém que se disponha a 'vestir a camisa' de uma doutrina sobre a qual jamais reflexionou.

 

Além dos textos psicografados, das mensagens psicofônicas e da inspiração na oratória, os espíritos trazem, particularmente, orientações para a tarefa da educação, especialmente em suas tarefas doutrinárias?

Sem sombra de dúvidas. Informam-nos os Benfeitores Espirituais que fora do esforço educativo, permanente e de boa qualidade, será muito difícil a transformação do gênero humano, uma vez que, consoante informa Allan Kardec, a educação é a arte de forjar o caráter.

 

Sendo professor universitário, você tem notado amadurecimento da classe acadêmica, com referência à realidade do espírito imortal? Há hoje mais aceitação dos ensinos espíritas?

Muito embora isso não seja tão importante para o Espiritismo, como muita gente pode pensar, tenho, sim, percebido que há mais abertura para falar-se ou tratar-se das questões e reflexões espíritas no seio da academia. Afinal, quando falamos em universidade, fica sem sentido uma universidade sectária ou preconceituosa, o que contraditaria seu próprio nome.

 

Na universidade, é possível usar o conhecimento espírita nas matérias que leciona?