Segundo o seu livro os animais podem ter opção em seu crescimento espiritual, isto dá à eles o livre arbítrio?

Segundo Kardec, os animais não são simples maquinas e possuem um livre-arbítrio, que é limitado. Eu acredito que seja mesmo limitado, pois são nossos tutelados, mas acho também que seja proporcional ao nível evolutivo de cada animal.

Um eqüino, um cão, um chimpanzé, por exemplo, possuem alto nível de discernimento e poderia emitir alguma opinião a respeito de um ou outro aspecto de seu projeto reencarnatório. Coisa essa que não seria possível, por exemplo, a uma minhoca ou um inseto.

 

Quando eles morrem, eles sentem falta de seus donos e podem querer ficar junto deles?

Quando desencarnam, em geral são submetidos a um sono para serem desligados do corpo e levados ao plano espiritual, não tendo lucidez suficiente antes de serem submetidos aos processos de reencarnação, mas há casos em que os animais não são sedados, permanecem lúcidos.

Quando não são enviadas imediatamente às reencarnações, isso ocorre a pedido de alguém, que o acompanhará inclusive em visitas ao antigo dono de quem talvez sinta saudades.

 

Haverão outros livros sobre o assunto?

Sim há um projeto feito pela espiritualidade em que virão seis livros em uma seqüência. Os livros citarão casos de assuntos variados relativos aos animais, vegetarianismo, suicídio entre os animais, e muitos outros.

 

Você tinha a noção da dimensão deste trabalho e de o quanto os animais vem substituindo mais e mais o lugar de pessoas para os seus melhores amigos?

Desde pequeno sempre tive uma grande ligação com os animais. Enquanto a maioria das crianças brincava de guerra e luta, eu ficava observando as formigas, os pássaros e outros animais. Ficava estudando o comportamento deles e achava interessantes as coisas que eles faziam.