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Eu também
brincava como as outras crianças, mas tinha esta característica que me levou a
estudar veterinária. Quando fui levado à doutrina espírita notei a escassez de
material a respeito da espiritualidade dos animais e pedi mentalmente a André
Luis (quem sabe, talvez me atendesse) que enviasse a Chico Xavier algo sobre o
assunto. Como André Luis era médico, talvez tivesse mais o que dizer do que
Emmanuel.
No entanto
nunca soube que houvesse alguma obra sobre isso. Mas meu interesse pelo assunto
continuava crescendo e então surgiu a oportunidade que eu não esperava. A
orientação espiritual para eu mesmo escrever sobre o assunto.
Precisei
estudar quase quatro anos antes de escrever para entender as bases do
espiritismo (eu quase não tinha base alguma, apenas curiosidade). Quando o livro
estava se tornando realidade, eu não poderia imaginar que o interesse das
pessoas pelo assunto fosse tanto.
Eu achei
que fosse interessante, mas não imaginava quanto. Por isso quase não editei o
livro achando que talvez não houvesse interesse do publico. Por pouco não ficou
na gaveta. Quando mostrei o esboço do livro a uma pessoa, ela me desencorajou
dizendo que o conteúdo era fraco e provavelmente não venderia.
Minha
esposa me confortou dizendo que se o livro for interessante e instrutivo, a
Espiritualidade iria ajudar a encaminhá-lo a uma editora que fará o melhor
possível. No dia seguinte fiquei sabendo do concurso da editora Mundo Maior, que
já estava em seus últimos dias, e enviei o trabalho que acabou vencendo.
Portanto foi tudo muito rápido e eu não esperava a repercussão que teve.
Quanto a
segunda parte desta pergunta: Eu diria que os animais sempre foram nossos
amigos. Nós é que não éramos deles, pois não tínhamos a mesma consciência que
temos hoje. Eles não substituirão os amigos que já tínhamos, apenas se somaram e
se somarão a eles.
Fonte:
Agility News
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