Entrevista

Marcus Alberto de Mario

Em: Agosto de 2005

Para: Jornal O Idealista

 

1 - Qual o nível atual de humanização existente entre as casas espíritas que você tem contato?

Atualmente sentimos que a questão da humanização e da afetividade está adentrando às Casas Espíritas, mas ainda de forma tímida.

Temos percebido que o personalismo e o discurso sem prática ainda predominam nas relações entre dirigentes e cooperadores das diversas Casas Espíritas de uma mesma região, daí as dificuldades sentidas pelo movimento de unificação, pois onde não há efetiva união torna-se difícil o estreitamento dos laços de amizade e solidariedade. Mas existem os bons relacionamentos e preocupações sinceras em humanizar as relações, e isso é muito bom.

 

2 - Doutrinariamente como poderemos definir a palavra "humanizar"?

Podemos defini-la lembrando a palavra da espiritualidade superior na codificação: "espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento", ou seja, humanizar é ter atitude de amor para com o próximo, mesmo porque Jesus lembrou que seus discípulos devem ser conhecidos por muito se amarem.

 

3 - Algumas pessoas em nome da humanização de suas casas, acabam por afrouxar os laços de fidelidade a Kardec, que pensar disso?

Não existe Espiritismo sem a codificação kardequiana, assim não é possível estruturar os serviços da Casa Espírita abrindo mão de Kardec.