|
Fiz a
Faculdade de Pedagogia, mas não cheguei a me diplomar, pois entrei em choque com
as idéias materialistas e as formalidades acadêmicas quando estava no final do
curso. Muitos professores diziam que eu não tinha nada a aprender ali, e sim que
devia ensinar, mas estou sempre pronto para aprender. Os estudos de Kardec sobre
a educação moral sempre me motivaram a trabalhar nessa área.
Nos
cursos e seminários que realiza, no movimento espírita e fora dele, em ambientes
educativos, como utiliza o conhecimento espírita em termos de didática para os
participantes?
Fora do
ambiente espírita utilizo a visão integral e profunda que a doutrina me oferta
sobre a vida e o homem. Não preciso citar conceitos ou palavras espíritas de
forma direta, tudo está implícito na abordagem que faço, que é sempre
espiritualista e espiritualizante. Naturalmente que no ambiente espírita tenho
liberdade para desdobrar o amplo conhecimento que o Espiritismo nos dá.
Descreva
sua experiência na área profissional como gestor, palestrante e educador.
O que posso
dizer? São mais de trinta anos na estrada, aprendendo, trocando experiências,
ressignificando valores. Nunca me coloco na posição de alguém que vai ensinar ou
comandar, mas sim na posição de cooperador, de alguém que faz pensar e que
trabalha para unir os esforços em metas e ideais comuns, sempre visando o bem
coletivo.
Como é
feita a ligação entre o pensamento espírita e os alicerces da educação, dentro e
fora do movimento espírita?
Pergunta
profunda. Encontramos entre pensadores e pedagogos muitos conceitos e pesquisas
que se alinham ou se aproximam dos princípios espíritas. Essa é a ponte. E
trabalhar valores, sentimentos e formação moral é terreno comum, com a diferença
que a base do pensamento espírita amplia muito a abordagem, que fica mais
profunda. |