|
Como
você vê o atual mercado do livro espírita?
Tem
conquistado bons espaços e isso é muito salutar porque o Espiritismo tem muito a
oferecer. Não poderia ficar restrito somente ao movimento espírita. O cuidado
que se deve ter é com a qualidade no conteúdo das obras. E, para se discernir o
que está correto com o que está equivocado, somente mesmo com o estudo das obras
básicas de Allan Kardec.
A quem
você atribui esse crescimento na procura dos livros da Doutrina?
Não há
dúvida que é o caráter essencialmente consolador, confortador e lógico,
apresentado pelos ensinos do Espiritismo. Referido conhecimento é estimulador de
um comportamento saudável, fraterno, ético, participativo e solidário, o que
combina com a natureza humana; baseando-se em fatos, respeita opiniões, usa o
raciocínio, motiva questionamentos saudáveis de aprendizado e ensina a viver. O
Espiritismo abre perspectivas antes não percebidas pela alma humana, esteja ela
tocada pelas aflições ou procurando respostas.
Hoje
vemos o livro espírita à venda em mercados, bancas de jornais, grandes redes de
livrarias, etc. Quais os aspectos positivos e negativos que você faz desse
crescimento?
Não vejo
pontos negativos. Penso que o conhecimento tem mesmo que ser disseminado
amplamente. Foi-se o tempo das omissões. Ninguém poderá alegar ignorância, pois
as noções sobre imortalidade, influência de espíritos e reencarnação, entre
outras informações, estão disponíveis para todo mundo.
E isso
constitui verdadeira alavanca para o progresso humano. Graças ao amadurecimento
da mentalidade humana, que venceu muitos preconceitos e só causaram atrasos e
perturbações na evolução do planeta.
|