Quais seus autores prediletos?

Gosto muito de ler Yvonne Pereira. Penso que referida médium, nos trabalhos que publicou e trazidos por diversos espíritos, trouxe contribuição inestimável ao pensamento espírita. É autora pouco difundida, mas penso que não podemos dispensar o estudo de suas reflexões.

Entre os autores espirituais, gosto muito de Leon Tolstoi, André Luiz, Emmanel, Manoel Philomeno de MIranda e Carl. Não há como, todavia, deixar de citar a grandiosa obra, em seu todo, de Chico Xavier.

 

Após 150 anos de Espiritismo você acha que o Movimento Espírita está no caminho certo?

O Movimento Espírita, sendo uma iniciativa de criaturas imperfeitas que somos todos nós, ainda tem muitas questões a serem aprimoradas. Mas creio que está cumprindo bem seu papel. Sua maior necessidade, entretanto, está na própria valorização de si mesmo. Nós, os espíritas, precisamos olhar com mais atenção e carinho o movimento que mantém a circulação das idéias para além das instituições. Há que se pensar na causa espírita e os benefícios de fortalecê-la.

 

De todas as obras espíritas que você leu qual a que te chamou mais a atenção?

Muito difícil de responder essa questão. A riqueza da literatura espírita é tão grandiosa, tão intensa... Mas a lucidez de Allan Kardec muito me chama atenção; a profundidade de André Luiz e Philomeno de Miranda igualmente muito cativam; a admiração por Yvonne Pereira igualmente está presente em meu coração; os fabulosos romances de Emmanuel, as considerações valiosas de JOanna de Angelis...

Difícil, mas para citar uma única obra, fico mesmo com a origem de todas elas: O Livro dos Espíritos. Nesse ponto, gostaria de lembrar de meus pais, Roberto e Josefa, que muito me ensinaram e estimularam no estudo da Doutrina Espírita. Exemplos marcantes de abnegado trabalho na causa do bem. Os comentários que faziam sobre as obras foram marcantes no despertamento de meu interesse pelos livros.