Como não poderia deixar de ser, há uma sede grande pelo conhecimento espiritual. Porém, há nos países uma mistura muito grande de crenças, o que dificulta a expansão do pensamento espírita, também agravada pela ausência de livros, cuja importação é cara. Mas podemos dizer que, assim como ocorre no Brasil, o povo acostuma-se com a situação e vai lutando conforme as possibilidades.

 

Como está a divulgação do Espiritismo por lá?

Há muitas almas nobres reencarnadas no continente, dedicadas criaturas que buscam espalhar o conhecimento do que é bom e favoreça o crescimento intelecto-moral da população. E, claro, não só do movimento espírita. Este é bem reduzido, justamente pela ausência de livros. Mas os grupos, embora diminutos, estão trabalhando.

 

Acredita que sua iniciativa de ir até lá realizar o trabalho de divulgação incentive outros trabalhadores a engrossarem essa fileira?

Penso que sim. A iniciativa, repito, não foi minha. Fomos, eu e Emanuel, convidados a irmos. Foi uma experiência marcante, pois os laços de amizade estabelecidos resultaram em frutos benéficos para os países. Não por nossa presença, mas pela força do Espiritismo. Cremos, sem dúvida, que precisamos voltar nossos olhos também para o continente africano, pensando em termos de divulgação espírita. Um dos resultados imediatos foi que já fizeram a primeira compra de livros (Moçambique, que também já articula a 1ª Feira do Livro Espírita da África) e foram iniciados os contatos para fornecimento de livros para uma Livraria no centro de Luanda, em Angola.

 

Fazendo uma comparação entre Brasil e África, como você vê hoje a situação de nosso país nas questões de educação, saúde e cultura?

Vivemos numa pátria abençoada. Apesar de todos os problemas sociais enfrentados no Brasil, vivemos num paraíso. Os problemas sociais da África são bem mais intensos e desafiadores que no Brasil.