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Você
costuma destacar as virtudes e nobreza da alma humana. Encontrou também essas
valorosas almas na África?
Não tenha
dúvida. Encontramos e reencontramos almas valorosas, nobres, trabalhando pelo
bem do povo áfrica. Aliás, esses encontros e reencontros foram o ponto alto da
viagem. O grupo em Maputo é muito unido; em Luanda, foi extraordinário conhecer
os amigos Teixeira e as duas Amélias (Amélia Da Lomba e Amélia Cazalma),
valorosas trabalhadoras do Cristo em continente africano.
Em
condições de tanta miséria, no seu parecer, seriam livros os melhores caminhos
para a divulgação, ou haveria que se buscar outros meios de comunicação?
Penso que é
preciso semear livros a mãos cheias, como diria Castro Alves. Claro que os
e-mails e a Internet estão a facilitar muito a comunicação entre os países, mas
os livros, ah os livros!, Estes são insubstituíveis, porque vão de mão e mão e
cumprem o papel de orientar, esclarecer, confortar. Nunca sabemos exatamente até
onde chegam.
Quantos
livros tem escrito e qual o último (editora)? Sobre o que fala?
Meu
primeiro livro chama-se Causa e Casa Espírita (ed. O Clarim) e o próprio título
já indica seu conteúdo, num esforço que fizemos para valorizar a idéia espírita
e o trabalho das instituições. O segundo, recém-lançado, Espíritos – Quem são?
Onde estão? O que fazem? Por que nos procuram? (ed. Mythos).
Este último
foi elaborado para alcançar o público iniciante, simpatizante ou simplesmente
não espírita, numa tentativa de simplificar e facilitar o entendimento dos
ensinos espíritas, especialmente no que se refere ao termo espíritos, ainda
objeto de medo, indiferença ou rejeição.
Além da
rica experiência pessoal, que certamente esta viagem lhe proporcionou, o que vc
traz e pretende aproveitar para passar para as pessoas que costumam acompanhar
seu trabalho, pelos livros e palestras? |