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Como
está o movimento espírita?
Depende do
enfoque. Se considerarmos a ação social espírita, vai muito bem. Embora sejamos
uma minoria, o trabalho social espírita ombreia-se com as religiões
majoritárias, o que significa que fazemos bem mais, proporcionalmente.
Se
considerarmos a divulgação da Doutrina, fundamental ao cumprimento de seus
objetivos, estamos mal. Somos acanhados e reticentes quando se trata de unir
esforços, envolvendo revistas, jornais, rádio, televisão… Há muito deveríamos
ter um canal de televisão e periódicos espíritas consistentes nas bancas e
livrarias.
O que
deve ser feito para que o Espiritismo seja melhor divulgado?
Fundamentalmente, que nos envolvamos tanto com a divulgação da Doutrina quanto
estamos envolvidos com o trabalho filantrópico. Estamos superando o estágio de
mero atendimento de necessidades imediatas para a promoção dos assistidos,
naquele ‘ensinar a pescar’, além de ‘dar o peixe’. Isso é ótimo.
Não
obstante, mais importante que promover o homem perecível é conscientizar o
Espírito imortal em trânsito pela Terra. Por isso, Emmanuel proclama que a maior
caridade que podemos praticar como espíritas é a própria divulgação da Doutrina.
Creio que sempre ajudará, nesse particular, usarmos a imaginação.
Foi o que
fizemos em Bauru, em 1976, iniciando uma ampla campanha de instalação de Clubes
do Livro Espírita, um ovo de Colombo da divulgação espírita, que entrega
mensalmente, aos associados, livros espíritas especialmente selecionados, a
preço reduzido.
Hoje há
dezenas de CLES em nosso País e o número só não é bem maior, porque os
dirigentes espíritas não param para pensar no potencial dessa idéia tão simples
na execução, e de resultados tão amplos na realização.
Fonte:
Jornal
Folha Espírita
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