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Estou com
Emmanuel quando afirma que basta a boa vontade do trabalhador para esta nobre
tarefa. Depois a simples imposição de mãos, como fazia Jesus.
Como
você vê a discussão em torno do aborto? No seu modo de ver as coisas, os
espíritas deveriam ser mais ousados na defesa da vida como tem feito a Igreja?
O aborto é
crime hediondo de lesa-humanidade que vem merecendo o repúdio dos mais variados
segmentos religiosos, em especial do segmento espiritista. Acredito que está de
bom tamanho o empenho dos espíritas nesta questão. Há, porém, que se manter a
vigilância e a atenção, em especial quando o Congresso brasileiro se movimenta
no sentido de tentar “legalizá-lo”. Aí toda a ousadia e gritaria serão
necessárias.
A
eutanásia, como sabemos, é uma prática que não tem o apoio da Doutrina Espírita.
Kardec e outros autores, como Joanna de Ângelis, já se posicionaram sobre esse
tema. Surgiu, no entanto, ultimamente a idéia da ortotanásia, defendida até
mesmo por médicos espíritas. Qual a sua opinião a respeito?
Só se for
apoio de médicos espiritados e não de médicos espíritas conscientes do conteúdo
doutrinário espiritista totalmente refratário a tal prática. Eutanásia,
ortotanásia, aborto, tudo são crimes.
O
movimento espírita em nosso país lhe agrada ou falta algo nele que favoreça uma
melhor divulgação da Doutrina?
Com
raríssimas e honrosas exceções, o movimento espírita em algumas regiões de nosso
Brasil está deixando muito a desejar. Faltam muita fraternidade e o estudo das
obras básicas e das obras subsidiárias sérias. Existem muitas práticas
desvinculadas do contexto doutrinário, muitos desvios perigosos quão danosos.
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