Temos, assim, um longo trabalho pela frente e estamos tentando fazer a nossa parte. No RN temos 14 programas radiofônicos e 3 televisivos, conferência estadual, congresso, seminários, jornadas, simpósios, semanas espíritas, abrigos de idosos, creches e escolas, atividades assistenciais junto a famílias, trabalho com presidiários, dentre outras atividades que vitalizam o movimento no estado.

 

Qual a experiência mais marcante em sua presidência na FERN?

Em primeiro lugar diria que tem sido uma honra estar à frente da Federação Espírita do RN, desde abril de 2003. A visão do movimento potiguar multifacetado em sua dinamicidade, as especificidades locais, a dedicação dos trabalhadores que enfrentam – sobretudo no interior do estado – o velho e cruel preconceito religioso, a criatividade de confrades, a capacidade de lidar com poucos recursos humanos e financeiros, o trabalho em equipe, são apenas algumas das lições positivas que buscamos compreender e interiorizar.

Ao lado dessas lições, o esforço permanente para aprender a lidar com os antigos e persistentes problemas dos relacionamentos humanos, o que também representa momentos de aprendizagem na conquista da autoiluminação que devemos ter como meta. A experiência mais marcante, porém, é a criação de uma rede de afetos tanto no interior da FERN como no RN e em outras fronteiras, além da alegria de exercitar a lição de servir e passar.

 

Sua atuação com jovens e crianças, ao longo do tempo, levou-a a que conclusão nestes tempos de dificuldades sociais com essas faixas etárias e também levando-se em conta a realidade do movimento espírita nacional?

Não creio que o trabalho da evangelização infanto-juvenil, ao longo do tempo, tenha sido fácil ou sem problemas, em qualquer época. Do grupo de jovens da Federação Espírita Pernambucana do qual participei (nos anos 70), até onde sei, só eu permaneço atuante no Movimento Espírita.