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O avanço
da tecnologia e consequentemente a expressiva vinculação de nossos jovens e
crianças com jogos virtuais e internet dificultam o processo educativo dos
valores morais e mesmo da educação espírita, em face da ainda inadequação de
nossas instituições?
A
evangelização espírita infanto-juvenil possui uma força extraordinária que é a
mensagem lúcida e esclarecedora da Doutrina, com repercussões na formação da
personalidade integral e, sobretudo, na aquisição de valores.
Acredito
que hoje todos os processos educacionais – principalmente na escola e na família
– enfrentam problemas que ainda não conseguimos compreender por se constituírem
de múltiplas variáveis, e isto permanece desafiando estudiosos e pesquisadores
do mundo todo. Na evangelização não poderia ser diferente.
Existem,
porém, caminhos que a experiência já mostrou serem válidos: conteúdos
significativos, abordagem metodológica centrada na atividade da criança e do
jovem a partir da problematização das temáticas, ambiente de amorosidade,
articulação e diálogo com a família, integração nas atividades da Casa.
Esses
caminhos exigem esforço coletivo, formação pedagógica contínua do evangelizador,
planejamento participativo, criatividade, autocrítica para superar resistências,
respeito para com tudo o que já foi feito, atitude de mudança, compromisso com a
tarefa, etc.
Seu
gosto pelo aspecto filosófico, ético e pedagógico da Doutrina Espírita encontra
eco na realidade do movimento espírita e na atuação de nossas casas espíritas?
Sem dúvida,
o aspecto ético está sempre presente na atuação dos espíritas e qualquer um que
dele se afaste, qualquer que seja a atividade que realize (dentro ou fora do
Movimento), está fadado ao desequilíbrio e, consequentemente, ao comprometimento
moral e espiritual. A nossa tradição cultural brasileira está muito impregnada
de uma visão de filosofia mais como “orientação de vida” do que no sentido
acadêmico, restrito. No Movimento não é diferente.
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