Temáticas mais evangélicas são as mais presentes e percebe-se certa resistência aos assuntos com enfoques mais filosóficos ou científicos. Sempre que podemos, porém, sugerimos a inclusão de temas filosóficos e pedagógicos ou abordagens que possam aglutinar essas áreas, buscando o que a própria Doutrina nos proporciona: um conhecimento de totalidade, integral, a ser abordado numa linguagem clara, com ilustrações, sem erudição pedante.

 

Como sensibilizar dirigentes, trabalhadores e mesmo pais e educadores espíritas para a importância e valorização desses aspectos tão expressivos do Espiritismo?

Acreditamos que aqueles que se dedicam ao estudo do Espiritismo em sua totalidade, que se sentem afinados com essas temáticas, podem colaborar através dos meios de divulgação doutrinária. Fizemos no dia 12 de janeiro último um programa radiofônico da FERN (Estação da Luz) dedicado ao grande mestre Pestalozzi (seu aniversário de nascimento) e agradou muito.

Também tivemos oportunidade de gravar um programa televisivo aqui em Natal (Caminhos de Luz) sobre Educação e Espiritismo, com boa repercussão inclusive fora das lides espiritistas. Temos realizado em muitas cidades brasileiras seminários sobre a temática pedagógica à luz do Espiritismo. Percebo que há um interesse que reclama mais investimento em eventos, processos formadores, mídia, etc.

Cabe-nos, portanto, abordar esses aspectos, escrever e publicar textos que possam contribuir para a divulgação desses aspectos, estimulando confrades, em especial jovens, a pesquisar, estudar, discutir. Já temos contribuições significativas nesse sentido. Citaria as edições temáticas da revista REENCARNAÇÃO, da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e a REVISTA PEDAGÓGICA, do IDE (SP).

 

E a experiência de palestrante, pelo país, no contato com os espíritas e instituições, traz-lhe que deduções sobre o entendimento da Doutrina Espírita e sua propagação junto ao grande público sedento de informações que procura o Espiritismo?