Tenho tido oportunidade de realizar palestras para diferentes públicos, diferentes faixas etárias e níveis culturais, em eventos de grande abrangência ou em casas espíritas de poucos frequentadores, na maioria dos estados brasileiros.

No entanto, o traço mais comum que identifico é a expectativa de uma mensagem diferente capaz de atingir mentes e corações, insuflando esperança e encorajamento; de um discurso claro, aberto e, ao mesmo tempo, elucidativo das velhas questões humanas.

Considero, no entanto, que há algumas exigências importantes para o bom trabalho da divulgação: o embasamento doutrinário (esclarecer de fato à luz da Doutrina Espírita) aliado a uma linguagem clara, “leve”, encorajadora, ilustrada de exemplos reais, respeitosa para com o pensamento divergente e, principalmente, para com o pensamento espírita. Esclarecer e consolar, com o respeito e os argumentos sólidos que a Doutrina Espírita nos oferece.

 

Como foi sua aproximação com a Doutrina Espírita?

Tive a felicidade de frequentar dois núcleos de evangelização: na infância frequentei o Instituto Espírita Gabriel Delanne, em Recife, e na adolescência, a Federação Espírita Pernambucana. Integrei-me às tarefas de evangelização aos 15 anos como auxiliar e aos 17 comecei na exposição doutrinária, continuando a ser evangelizadora.

O contato desde cedo com a Doutrina Espírita, além do aspecto ético-religioso, me estimulou à leitura e à busca de informações complementares e facilitadoras da ampliação dos conhecimentos gerais e doutrinários que buscava.

 

Como encarar a extensa lista de temas polêmicos da sociedade e mesmo dentro das paredes espíritas, em face das consequências que tais desajustes têm trazido aos grupamentos humanos?