Acreditamos que o objetivo da Doutrina Espírita é esclarecer e consolar, inclusive sobre temas polêmicos. Para tanto, é imperioso “encarar” o estudo para que possamos apresentar o pensamento espírita e isso implica, muitas vezes, por parte da sociedade e até de muitos de nossos confrades, a necessidade de assumir responsabilidades e posturas educativas que nem sempre interessam aos espíritos acostumados ao imediatismo e à permanência no egoísmo, no orgulho, no ódio, nos seus pontos de vistas pessoais.

Buscar as causas profundas das problemáticas individuais e sociais, dialogar e conhecer experiências exitosas de superação e/ou minimização dessas problemáticas, propor caminhos e exemplificar esforços são possibilidades de contribuição do Movimento Espírita para a sociedade em geral e para os espíritas em particular.

 

E o progresso das ideias espíritas na atualidade, como é visto pela sua experiência profissional na universidade?

Por aqui ainda há muito preconceito no meio acadêmico em relação ao Espiritismo. Em outras localidades, pelo que sei, muitas conquistas já existem. Algumas vitórias podem ser contabilizadas na área da pós-graduação, com trabalhos relevantes, verdadeiros “detonadores” dos preconceitos e tabus.

Também na graduação, no curso de Ciências da Religião, da Universidade Estadual do RN, por exemplo, já encontramos algumas monografias tendo o Espiritismo como temática.

As ideias espíritas, porém, aí estão e, em face da postura de respeito e serenidade dos espíritas, muitos de nós somos chamados a participar de eventos no interior das instituições superiores de ensino. Há, no entanto, muito ainda o que fazer, e a correta divulgação bem como a ocupação de alguns espaços nos trarão frutos importantes no amanhã.

 

Há uma maneira de sensibilizar mais a família espírita para o estudo e comprometimento com a proposta espírita?