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Aqueles que
integram uma reunião mediúnica bem orientada perceberão a presença dos Mentores
Espirituais que assessoram os trabalhos e que, ao final destes estarão
envolvendo a cada um em vibrações sublimadas que os reabastecerão de maneira
benfazeja. Assim, ao sair da reunião todos estarão sentindo um grande bem-estar
e alegria interior.
Entretanto,
se o médium sai desgastado, sentindo-se mal, é preciso analisar o que está
acontecendo. Pode ser dificuldades do próprio médium em se desligar das
entidades sofredoras que se comunicaram, ou, até mesmo, da própria reunião, o
que deve ser objeto de avaliação por parte do dirigente.
Que
pensar dos médiuns que detestam críticas ao seu trabalho, como se isso fosse
ofensa aos seus guias espirituais?
O guia
espiritual, se é guia mesmo, não se sentirá ofendido com críticas ou análise de
suas comunicações, sejam psicográficas ou psicofônicas. O guia está acima disto
e até mesmo aconselha a que suas mensagens sejam avaliadas, porque sendo
autênticas ele nada tem a temer ou se ofender.
Quando o
médium se sente ofendido, se melindra por qualquer coisa, isto denota falta de
preparo, de estudo e de vivência dos postulados da Doutrina. Está se deixando
levar pela vaidade ou orgulho, o que não é nada bom para ele. É importante que
todos nós, médiuns, tenhamos em mente que não somos infalíveis; nenhum médium é
infalível. Não há infalibilidade mediúnica. Quem nos ensina a respeito disso é o
Espírito Erasto, respondendo à pergunta de Kardec, conforme está em “O Livro dos
Médiuns”, cap. XX, it. 226, q. 09:
“Qual o
médium que se poderia qualificar de perfeito?
Perfeito,
ah! Bem sabes que a perfeição não existe na Terra, sem o que não estaríeis nela.
Dize, portanto, bom médium e já é muito, por isso que eles são raros”.
Então,
quando se fala que ninguém é infalível, não estamos ofendendo a quem quer que
seja. Eu não sou infalível e preciso reconhecer e me lembrar disso todos os
dias, a cada momento.
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