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O indivíduo
não se esforça e não se preocupa com o seu crescimento espiritual; esquece, no
decorrer da semana, que é médium, dirigente, doutrinador, participante, enfim,
de um grupo mediúnico. Fica muito preso às questões de ordem material, não
prioriza aquelas de ordem espiritual. Kardec ensina que:
“Uma
reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das
de seus membros e formam como que um feixe. Ora, este feixe tanto mais força
terá, quanto mais homogêneo for”. (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, it. 331).
Depreende-se que a Espiritualidade Superior programará os trabalhos conforme
sejam as qualidades e propriedades que os membros do grupo ofereçam. Se a soma
das qualidades do conjunto for apreciável os trabalhos serão cada vez mais
produtivos e ricos de ensinamentos.
Portanto é
essencial que os integrantes dos grupos se aprimorem enquanto pessoas, no
exercício diário da vida particular de cada um. Quando isto não ocorre os
Mentores pouco podem programar, porque o grupo não oferece condições, então as
reuniões são sempre repetitivas, sem nenhum progresso.
Recordemo-nos da advertência de Emmanuel, quando diz que “a primeira necessidade
do médium é a de evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes
tarefas doutrinárias”. (O Consolador q.387).
Quais
são os motivos que justificam o abandono da reunião mediúnica por um de seus
membros?
Tenho visto
pessoas que se afastam porque estão sofrendo dias difíceis. Isso não constitui
motivo para a pessoa se afastar, a não ser que se sinta desequilibrada. Não
sendo assim, deve continuar, com mais perseverança, porque a reunião nos
revigora. Quando bem orientada, a tarefa mediúnica torna-se fonte de
reabastecimento na vida da pessoa.
Nos
momentos mais difíceis da minha vida, os mais dolorosos, nunca deixei de
trabalhar e hauria forças na reunião mediúnica, para vencer as dificuldades do
cotidiano, da vida familiar e do meu próprio mundo íntimo.
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