|
|
Os
espíritas foram os primeiros a observar os fenômenos produzidos pelo animismo e
nunca se sentiram diminuídos por eles. Trata-se de fenômenos belíssimos, de
grande valor, provando não só a existência da alma e suas poderosas forças, mas
ainda a vontade soberana dela, sua independência e lucidez fora dos limites
corporais, sua ação, seu poder particular conferido pela Natureza.
Essa
questão vem sendo esclarecida desde os primórdios do Espiritismo os ilustres
pesquisadores e sábios psiquiatras europeus e norte-americanos, e também por
vários observadores brasileiros.
Qualquer
espírita, ainda que pouco versado em matéria de mediunidade, e desde que não
deixe cegar pelo fanatismo, poderá realmente distinguir o fenômeno espírita do
fenômeno puramente anímico, porquanto êles são absolutamente diferentes.
A
Parapsicologia, pois não explica a psicografia, como não explicar nenhum outro
fenômeno espírita de que participe o espírito desencarnado, visto que prefere
encobri-los.
O
psicógrafo interfere na qualidade literária da mensagem?
Até certo
ponto, sim. Se, na vida prática e em sua vida mental, ele age de forma a só
atrair bons Espíritos, necessariamente as comunicações recebidas serão de
excelente qualidade. Se se afinar, porém, com Espíritos ignorantes, medíocres,
frívolos ou mistificadores, as mensagens recebidas (escritas ou verbais) serão
suspeitas ou de má qualidade.
Esse, um
ponto doutrinário dos mais conhecidos e debatidos. Se o médium possuir cabedal
intelectual também influirá, de certo modo, porque o agente comunicamente
encontrará facilidade em usar esse material e a obra sairá mais completa. Mas há
médiuns iletrados, sem serem analfabetos, que produzem obras literárias de
imenso valor.
O médium
norte-americano Andrew Jackson Davis, por exemplo, obteve várias obras
literárias importantes, entre outras a Grand Harmony, que maravilhou o mundo; e
o médium Thomas P. James, também norte-americano, um simples mecânico
impulsionado pelo Espírito do escritor inglês Charles Dickens, terminou o
romance |
|